EUA investem em redes<br>de comunicação paralelas

administração Obama está a financiar o desenvolvimento de soluções tecnológicas que permitam fornecer aos grupos dissidentes afectos aos seus interesses a capacidade de operar comunicações.

Segundo informações divulgadas pelo New York Times com base em dezenas de entrevistas e documentos classificados a que teve acesso, os EUA têm como objectivo criar uma rede móvel e de Internet paralela e fora do alcance dos governos considerados seus inimigos, como a Síria ou o Irão.

Um dos projectos, revela o diário, é apelidado de Internet numa mala, e visa dotar os contestatários de autonomia e capacidade para, paralelamente ao circuito convencional, ludibriarem a censura e difundirem conteúdos no Facebook, Twitter, YouTube ou em blogs.

Recentemente, a secretária de Estado Hillary Clinton salientou a importância destes meios para o curso dos acontecimentos no Médio Oriente e no Magreb.

A ascendência das redes sociais na manipulação de factos e na consolidação de uma visão sobre os acontecimentos é inquestionável. O caso recente de um estudante norte-americano que decidiu escrever um blog assumindo a identidade de uma suposta activista sirio-norte-americana ilustra a sua influência.

Afinal, Amina Abdallah nunca existiu nem foi detida pelo regime sírio quando se dirigia para uma reunião de opositores. Apesar disso, a falsa vítima da repressão na Síria garantiu mais de 14 mil seguidores, motivou uma campanha mundial pela sua libertação e foi citada por meios de comunicação social.



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